(imagem da SSP/BA mostra "Perna" em direção ao avião fretado)O esquema montado foi de filme de ação norte-americano. 40 policiais do Centro de Operações Especiais da Polícia Civil (COE) e das Rondas Especiais (RONDESP) da Polícia Militar fizeram a transferência do preso mais famoso da Bahia. Genílson Lima, conhecido como “Perna” foi levado para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.
O comboio foi seguido de perto, bem de perto mesmo, pela imprensa baiana. Fotografias, filmagens, narrações da vida real, em mais um capítulo na guerra contra o crime organizado.
O secretário de segurança pública, Cesár Nunes, deu total liberdade para os seus comandados, e eles atuaram e desempenharam bem o papel durante toda a Operação “Big Bang” (eu não disse que parecia filme!!!).
Pois é, o vilão principal desse filme, o “Perna”, também atuou de maneira exemplar. Durante os quatro dias que ficou no complexo dos Barris teve até comparsa tentando se passar por policial civil mas, como toda trama de ação, foi desmascarado pelos mocinhos.
Já no hangar da empresa de taxi aéreo, quando o traficante saiu do carro do COE foi empolgante...ele desceu as escadas, parou, olhou para as câmeras com reprovação, suspirou, e se dirigiu para o avião. A pedidos, antes de entrar na aeronave ainda parou para mais fotos, “registro interno do Governo do Estado”, depois disso, seguiu viagem. A operação durou exatos 106 minutos (cronometrado no meu relógio tupiniquim).
Tudo perfeito, mas, a grande pergunta para cair no vestibular: Quem facilitou a entrada de geladeira, pistolas, R$ 280 mil reais e outros objetos para a cela do famoso “Perna”? E aliás, quanto custou a operação para o Estado? Afinal, é dinheiro público!
Como um bom espectador, quero ver o final do filme... Até então, parabéns pelo roteiro. Vale o ingresso!